segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Perfume del hombre

Teu olhar me tirou daqui. (8)

"Era uma vez..." um desconhecido entrelaçando os seus dedos nos meus, enquanto minha caixeira viajante acertava o preço.
Estranho seria se eu dissesse que eu não estava encabulada, me sentindo a estrangeira carente e o pior (!) que eu estava simplesmente amando aquela ideia.
Uma ideia que foi germinada há um tempo, quando se assiste mta tv e que vc sai daquela inocência de criança para a curiosidade da adolescência. Uma ideia que tinha ficado em algum cantinho da memória e, naquele momento, estava se despreguiçando. Uma ideia que nem na imaginação ia ser tao única como se tornou agora - eh arrepiante apenas a lembrança do momento.
No meu romance, pois, o cenário eh típico de algum filminho de final de tarde de um dia chuvoso e que pede pipoca: es despacito, sem grandes feitos e passiones. Tem mesinhas coloridas, bandeiras de todos os países que nos faz lembrar de onde viemos e melhor: quais sao os outros mundos que eu tenho que desbravar. Tem uma moça mto bem vestida que, de de longe, observa meus passos com o rapaz. Tem um tango - talvez fosse aqele super famoso do Al Pacino, mas, pra mim, esse tango musical eh soh meu e se eu pudesse, congelaria toda a sua partitura de forma tal que soh eu pudesse ouví-lo e mais ninguém. Tem um dançarino preciosíssimo que eh o protagonista do olhar mais castanho, envolvente e estritamente profissional que eu tive o prazer de descobrir
... mas não desvendar.
Ele interpretava um tango dramático. Ela, por não ter o poder de esconder o sorriso que extravasava os limites fronteiriços da cena e da realidade, vivia uma comédia. Divina, por sinal.

Quatro, três, dois... (um?) cm separavam o hálito de ambos. A ideia que vestia ainda o pijama da preguiça, despertou de vez. (E com ela, a chica, nossa protagonista). Peitoral dele se junta ao decote dela. As pernas se cruzam e se encaixam, num movimento como um flash. Há um silêncio que percorre a tensão daquela dança, um silêncio que se escuta no olhar e nem os burburinhos dos outros turistas eh capaz de abafá-lo. Dois passos para a direita, ele diz: Olhe pra mim!. Ela sorri e soh depois percebe que aih que se encontra a maçã (não porque foi oferecida por um suposto bruxinho do 'espelho, espelho meu' - embora seja inegável a magia que adormecia todo o corpo dela - ... mas sim...porque assumiu a fórmula da tentação - que, por deus, me deixaria cair nela.). Dois passos para trás. E, ao sentir a mão firme dele em sua cintura, ela prende a respiração. (A causa ainda está em fase de hipóteses... mas uma bastante justificável eh que na imaginação da donzela a suspensão da respiração funcionaria como uma tranca para o seu desejo de roubar um beijo do nosso heroi). Dê um rodopio e não se perca no ritmo! (e nem em seu olhar-maçã). Mão na coxa, e o arrepio, mesmo com o jeans que ela vestia, ainda se sentiu, ao perceber o deslize meticuloso da mão dele em sua perna para um pouquito mais arriba. Respiração eh trancada. Joelho entre... 
Ela fecha os olhos.
Durante esse espetáculo, ela nem sem lembra que, assim como outras ja estiveram em seu lugar, outras ainda virão - talvez, elas nem percebam o olhar do Seu Don Juan, mas sentirão a virilidade, força e sensualidade daquele tangueiro que usava um chapeuzinho preto e cavanhaque charmosinho que, nao por menor participação, também ficou para a história.

sábado, 27 de novembro de 2010

Saramaguiana.


"Mas ao menos uma sombra do que no fundo do nosso espírito
sabemos ser intraduzível,
por exemplo,
 a emoção pura de um encontro,
o deslumbramento de uma descoberta,
esse instante fugaz de silêncio anterior à palavra
que vai ficar na memória como o resto de um sonho
que o tempo não poderá apagar por completo."

j. saramago.


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Eleve, releve e revele a Loucura!

"Se eu pudesse, ao menos te contar o que se enxerga lá do alto.
Com céu aberto, limpo e claro ou com os olhos fechados.
Se eu pudesse, ao menos, te levar comigo lá."

O coração acelera, talvez por um súbito recadinho que ele recebe do cérebro dizendo que, provavelmente, ele vai ter, por alguns longos e devarinhos segundos, outro habitat que não será mais o "entre pulmões".
Sim, a explicação é simples:
O coração fica em algo como embaixo da língua ou entre a retina e a menina dos olhos e, é por isso, que os gritos ficam travados na garganta e os olhos não tem a audácia de se abrirem.
Os cabelos conhecem e se reconhecem
como um verdadeiro fuá eletrizado.
O sangue? ele congela ou simplesmente entra
em uma velocidade que te anestesia.
Suas pernas adormecem,
vc tem a sensação de que o céu será sua próxima parada.
Seus pés, por mais q vc lute contra, se levantam.
Seus ouvidos se descobrem incríveis,
por manter o equilíbrio (inexplicável? o.O).
Seu corpo inteiro simplesmente agradece por uma loucura que tem adrenalina acima, tem vertigens deliciosas, tem uma força que revira tudo por dentro.
Dentro de vc, de sua vida, de sua coragem, de seu coração.
Uma bagunça genial.

"E aí valoriza...!"
é ou não é "querido John"?

sábado, 23 de outubro de 2010

"No Cantinho do Pensamento..."

Poutz! "pé na lata, 1,2,3" seria se eu pudesse ser tirada pelo "meu bem quando eu caísse no poço".. e mais: que, antes disso, eu pudesse escolher quem seria o felizardo.

"- É esse?
 - Nãaao!
- É esse?
- Nãaoo!
- É esse?
- Éeee!"

E depois era só protagonizar a supresa do meu primeiro e tão-querido-tímido beijo, ao burburinho da pirralhada gritando "Beija! Beija! Beija!".

Ah! mas bom mesmo seria se a "fatalidade" da brincadeira, ao pular a corda da conquista, te indicasse de verdade
"com quem você pretende se casar?
Branco, preto, moreno ou moreninho?
Rei, capitão, soldado, ladrão, mocinho bonito do meu coração?"

E se, no final, nenhuma das alternativas fosse escolhida... ainda teria o complemento do incremento que a futura paixão teria, "sabecoméné?".. só para dar "aquele empurrãozinho":

"salada, saladinha, temperada na cozinha...
com sal, pimenta, fogo, foguinho"...

E então, eu pularia de tanta alegria, risos, de coração a mil por hora e... por fim, em um tropeço (quase inevitável) cairia de paixão, de falta de ar, de... amor!
Aaahh! daí o "pega-pega" estaria armado.
Não adiantaria eu alegar que eu era "café-com-leite" nessa brincadeira, e muito menos ter o charminho típico do início do romance...: o "esconde-esconde".
É... e... "lá vou eu!".
Só no "cola-cola", que pode ser americana, mas a brasileirinha tem todo um chamego cheio de axé, não é não?... E se em alguma curva do caminho, eu "corresse da cutia" ou se a "batata" ficasse "quente-quente-quente" para o meu lado .. era simples: eu falaria que

"fui à China-na-na,
saber o que era Halley,
todos eram dança-ça,
 lingue-lingue, clips".

Aaah! "senhoras e senhores", o negócio é que nessa "amarelinha" do amor, vc vai pôr a "mão no chão", vai pular muito "de um pé só", vai dar "uma rodadinha", só (espero!) que não vá "pro olho da ruaa!". Vai se sentir uma idiota e, quem sabe, logo "orelhas de burro já vai aparecer", vai dizer o maduro clichè do "Belém-belém... nunca mais tô de bem!" (mas que no final das contas... vai ver que o "nunca mais", na verdade, está sendo um pedido do tipo: que tal vc "roubar minha bandeirinha"?). Vc vai enfim, se sentir como uns verdadeiros 

"escravos de Jó que jogavam caxangó,
tira, põe, não deixa ficar,
guerreiros com guerreiros fazem zigue-zigue-zag,
guerreiros com guerreiros fazem zingue-zigue-zag"...

mas... se vc conseguir chegar ao dez, o passo seguinte é o Céu, nessa "amarelinha" do amor.
Então, o que eu estou esperando?
Smille!!!!
Pois é ele!
... é só (?) o amor!


E... o "amor é brincadeira!", hein!




terça-feira, 21 de setembro de 2010

Life-day or Day-life ?

Ontem, eu concluí que o Lópi é mais velho que o Êpa (e nossa irmandade mais eterna que esses dois caras juntos). Ontem, eu gastei meu verão em Paris. Ontem, a canoa furada e purpurinada virou e eu cheguei lá. Ontem mesmo, eu descobri onde é o início do mundo - e é pra lá que eu vou quando eu sentir que é o fim. Ontem eu tive uma tarde de sábado que terminou com uma corrida em disparada da chuva para que ela não marcasse meu sutian. Ontem eu acordei com um telefonema que durou uma par de horas. Ontem, o pedalinho navegou ao ritmo de um sambinha. Ontem, eu bebi tequila, descobri a 8º maravilha do mundo e fiz uma pontuação perfeita. Ontem, eu fiz teatro, estudei por mais de 10 minutos, tive amores de 3 segundos, vi que uma bruxinha pode ser sua irmãzinha, sem (ou com) magia alguma. Ontem, o sorvete de kg teve gosto de "tempo de escola". Ontem, eu ganhei um cavalinho e levei duas mochilas. Ontem, eu caí no meu sonho e senti o narizinho gelado do meu cachorro me despertar. Ontem, eu musicalizei um momento para minha irmã mais velha. Ontem, eu pilotei a 10 km/h, afoguei cinco vezes no sinaleiro e não dei seta na hora de virar. Ontem, eu escrevi um bilhete à la mito de Narciso, e que foi encontrado horinhas depois. Ontem, eu senti como que um abraço pode durar um dia inteiro. Ontem, eu perdi um mil reais e ganhei uma jaqueta que era um pedido para eu ficar. Ontem, eu tomei o chocolate-quente que tinha cheiro de 'gargalhada'. Ontem eu fui uma sinukeira de primeira. Ontem, eu ouvi um super plano de detonar um cara por bilhetinho de escola. Ontem, eu sentei no meio-fio e dividi uma torta de sonho de valsa. Ontem, eu impressionei com o Princípio da Celeridade regendo o meu rito Ordinário. Ontem, às 10h, vi que pai e mãe são": ouro de mina".
Ontem, eu nasci.
Ontem foi um presente pelas companhias que me encheram de 24h.


"Mas nada disso vale falar, porque a estória de um burrinho, como a história de um homem grande, é bem dada no resumo de um só dia de sua vida."
Guimarães Rosa.

domingo, 5 de setembro de 2010

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Surpresinha.

Olhinhos com olhinhos
Cheirinho com cheirinho
Principezinho com reizinho

Pezinho com patinha
Neguinho com branquinho
Peladinho com peludinho

Narizinho com narizinho
Soninho com soldadinho
Lindinho com lindinho


Chorinho com chorinho
Amorzinho com amorzinho
Samukinha com Cholãozinho

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Apaixonados


" Era uma vez o Ernesto, um menino que gostava muito de (chatear) as meninas e principalmente a Salomé.
Era uma vez a Salomé, a menina que foi contar à mãe tudo o que o Ernesto lhe tinha feito. Tudo: puxado o cabelo, agarrado o capuz, arrancado os óculos, de próposito. Então a mãe disse-lhe que o Ernesto com certeza queria brincar com ela, mas que não sabia como pedir-lhe. A mãe disse-lhe ainda que talvez o Ernesto estivesse apaixonado pela Salomé...



No recreio, a Paula perguntou:
- Apaixonado pela Salomé! O que é isso? Apaixonado?
Mas a Salomé também não sabia o que era isso, a-apai-xo-na-do.
O que o Abel sabia era que se podia cair, cair de paixão por alguém.
A Salomé já tinha caído muitas vezes de bicicleta, mas de paixão, nunca!
- Os apaixonados só existem nos contos!- afirmou o Guilherme.
- Pois é!
- Com príncipes e princesas.
- Com roupas lindas?
- E com espadas?
- Com reis e rainhas?
- E dragões!
- Então os apaixonados não existem? - perguntou a Salomé.
A Justina acha que estamos apaixonados quando nos sentimos tristes ou muito tímidos e sobretudo quando coramos muito.
- Quando ficamos hipnotizados! - exclamou.
A Salomé concluiu que enlouquecemos um pouco quando estamos apaixonados!
A pequena Ana já tinha ouvido falar de paixão, uma espécie de raio que nos atinge.
- Um raio de fogo!
- E queima?
- É como um relâmpago!
- É uma trovoada!
- Mas afinal chove?
Então a Salomé pensou que era melhor ter um guarda-chuva para estar apaixonado!
Mas o Aristides disse que estar apaixonado está no coração.
- Quer dizer que sentimos uma dor no coração?
- Que dá febre?
- E que nos tira as forças?
- Ficamos doentes?
- Como é cansativo estar apaixonado! - suspirou a Salomé.' "

[Rebecca Dautremer, in Apaixonados]

sábado, 14 de agosto de 2010

O tão-só meu encontro.

"Quem é Deus?" - essa era a pergunta que latejava durante anos em minha razão (eis, talvez, o meu equívoco). E, era nela que eu me intrigava enqto lia mais um Saramago.
Eu absorta nas palavras, na admiração pela mente fantástica e fora do lugar-comum do ateu declarado que ele se dizia ser. E mais angustiante era eu me intitular como "a católica e crente em Deus" e não saber responder a pergunta-princípio de toda a minha existência, e ele, o autor mais genial e mais "revoltado" com toda essa História da Salvação ter escrito tantas coisas que me deixavam espantada (sabe aquele espanto de qdo vc coloca sua mão em uma caixa, onde não se pode ver o que tem dentro, mas tem um barulho vindo de lá? e, ao toque da surpresa, ao sentir aquela coisa que não se pode ver -apesar de vc saber que existe-, seu coração acelera numa mistura de êxtase, alívio - por não ser tão terrível ou mortal o toque - e de medo - por não saber o que se pode acontecer dali pra frente?).
Eu, sentada no banco à espera do meu busão, lia. Ele, em pé, à minha frente, com uma bolsa, me notava. Ele e eu no encontro da mesma cor de pele. Ele me observava. Eu me sentia dentro da caixa, sem coragem para encará-lo. Eu lia. Ele retira algo de dentro da bolsa. Eu lia. Ele, de sopetão, joga um livro em cima da minha leitura. Eu acordei. Eu vi as figurinhas (que não eram nada desconhecidas), eu li uns versos.
Eu me encantei.
O livro que "caiu dos céus" no meu colo por uns 3 minutinhos me fez esquecer de verdade o meu Saramago; O livro pobre, cheio de orelhas, e com algumas partes caindo, que quase sujou o meu saramago que, tão inesperadamente, havia ficado por baixo; O livro jogado por alguém que foi considerado um mendigo e mal educado (por ter "atrapalhado" minha concentrada e intelecutal leitura) era...
.... uma Bíblia ilustrada.
Não houve troca de uma palavra, mínima que fosse. Não houve nada além que um maluco que assim, como sumiu do nada, mais do nada apareceu e uma garota que não sabia de onde veio e nem tinha a bússola ou qualquer GPS indicando-lhe para onde ir. Não houve mais ninguém com eles (apesar do Transbordo estar transbordando de universitários).
Houve, então, a devolução do Livro, o sorriso em vida dupla e iluminado por algo inexplicável, o aperto de mãos (a mão macia e pequena se encontra com a mão calejada que a esperava no ar, à altura do seu coração)... tudo isso, sustentado no espaço de um olhar.
Ele vai embora, e deixa pra trás sorrisinhos e comentários furtivos do tipo "o cara é maluco!"
Ela vira a página, nem O procura novamente e se deleita às letras de Saramago.
Ele? Acredito ser Deus.
Ela? eu ainda não sei quem é.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

"O que é um gesto de amor?"




"Chamego vem de chama.
É um sentimento de desassego
que desequilibra,
tira do chão.
É um carinho cheio de intenções
para fazer a dois."

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sem meio-termos


Eles.
Como é que nós, mulheres, podemos viver sem eles? (ah! sim... tem muitos homens que tbm se rendem aos encantos deles. Claro! Sem preconceitos... all right?).
Eu já tive muitos - porém, beeem menos do que eu qria. Mas essa minha não-completude me dá um prazer (quase "sexual"), afinal, eu sei que há mtoooos para eu experimentar, degustar, mergulhar e viver.
Eles chegam na maciota, muitas vezes, e te tiram daquele tédio terrível de uma festa super badalada. Ou, senão, chegam porque "outra" recomendou e fez aqueeela propaganda (Claro! ela deve estar com outro mais "gostoso, tesudo e lindão") mas, enfim, em tempos não mto distantes, esse "GTL" há de cair na sua rede tbm. 
O primeiro e revelador encontro (que não se enganhe: é essencial!), pode acontecer num banquinho da praça, do busão de volta para o serviço, na grama do jardim de seu vizinho, na faculdade, no meio-fio do shopping, sei lá... em qualquer lugar. Afinal, como já aconteceu comigo... sabemos onde vai parar neah?
Sim, na cama! (ah! sem pudor, okay?)
É na sua cama (sempre) que ele vai te botar de bruços, ou vc ficará no maior estilo "papis-mamis", ou de lado, ou de qualquer outra posição... o importante mesmo é o quê? gozar!.
Daí, não raro, naquele momento do "vamos logo ao que interessa?" você descobre que ele é pequeno demais para proporcionar tuuuudo aquilo que a "propaganda enganosa" dizia. Ou pior: grande ao extremo e que não conta sequer com o mínimo de Borogodó. O que fazer nessa hora "h"? continuar? (já que tá no inferno, abrace o capeta!, neah?) ou parar por ali... e... "bye, bye... até nunca mais!"? É, meu benhê... eu sou daquelas que abraça... mãanss..
Aaahhh... e o mais incrível? é que nessa hora vc, denotativa ou conotativamente viaja... Vc conhece lugares nunca antes visitados e até mares "nunca dantes navegados". Vc conhece pessoas que estão láh na Conxinxina, no fim do mundo ou no Quinto de um lugar bem quente. Vc se vê no outro. Vc chora, murmura, se irrita com aquela "borrachinha que saiu do seu salto", vc ri de gargalhar, vc xinga, tem vontade de bater, de usar o chicotinho, Aaahhh... As fantasias tomam contam!
Eles são imprescindíveis.
Por eles, eu já menti para meus pais qto ao nome, já matei aula, já tive ataques de ciúmes velados, já fiquei até tarde curtindo, já larguei os meus "Direito". E tbm já os roubei de minhas melhores amigas, só pelo simples prazer...

prazer... da leitura.
Livros, fique aqui meus mais sinceros e singelos agradecimentos.! :)

domingo, 27 de junho de 2010

Mais um item riscado!


Era mentira. Só podia ser brincadeirinha.
Ela aqui nessa cidade onde o Judas perdeu as meias? Um sonho!
Um sonho meu. O Meu Segredo Completo.

Sabe, Sorte Grande foi eu ver o seu jatinho particular iluminando o céu. E mais do que nunca, parecia que vc me dizia: "acelera aê o coração".
Aquela fila enorme para entrar? - Ah, seu guarda, Não Me Faça Esperar, neah? Puxa, é ela. É a deusa Mor. É a Toda Boua. É a "Ivete, Ivetinha, vc é a rainha da Bahia".

Foram tantos Empurra-Empurra, gritos, xingões, lugarzinho no meio daquela política do "unidos venceremos" (ou deveria dizer: grudados?). E foi um cara sem-noção que acendia o cigarro. E foi um cara mais sem-noção ainda que me dizia para não empurrar (ah! vai te catar! ou então vá assistir ao dvd dela na sua casa!). E foi a mulher que tinha um filho lá na frente e que queria abrir caminho - Ops! Barreira! - E foram 5 cm que separavam minha boca da nuca do moço da minha frente (ou ele estava ao meu lado?, ou à minha perpendicular?.. aahh.. sei lá..) só sei que era A Galera.. todos na mesma sintonia, na mesma batida do coração, na mesma expectativa.

Eis que a "Artista Dourada" - que vale ouro e ouro dos bons - quebra a banca. Os flashs iluminam. Os gritos se tornam ensurdecedores. O pula-pula conjunto foi o mais divertido. Show Abalou. Abalou geral.
Pke? pke é ela.
É a poderosíssima,
é a maravilhosíssima,
é a Veveta, é a P E R F E I T A !
E sabe o que é o melhor? Ela é de verdade!

                                   Por ela valeu tudo.
                                  
Valeu atropelar todo mundo para sairmos do show e "voarmos" para o aeroporto.
Valeu aquela rodovida que dava medo. Valeu mtoo a gnt ver um jatinho iluminado a pista do aeroporto. Valeu a gnt encontrar outros 'tietes' q tiveram a mesma ideia genial que a Cajuzinha. Valeu o coração apertadinho na hora que a van dela (toda escoltada) se aproximou do aeroporto. Valeu pular a cerca. Valeu ela pegar em nossas mãos. Valeu a grade que nos separou dela (mas que parecia ser nada perto da energia que ela transmite). Valeu todo esse dia.


Valeu Deus ter nos abençoado com uma cantora arretada como é a Ivete.

Valeu eu ser a Lizete, tiete da Ivete!

(agora mais do que nunca)






sábado, 15 de maio de 2010

Cartão perdido.

Meu Tesouro,

Eu não sei quando chegará essa carta em suas mãos. Há muito tempo que eu não estou mais nesse mundo vivo (desculpe o trocadilho!), mas, acredito que, em minhas longas décadas (oito, neah?)... eu estive mais morto que muitos que já se encontravam no paletó de madeira, ou que já viviam na Terra dos Pés Juntos.
Daí, resolvi te escrever algo que, se resume, basicamente, em tudo que eu aprendi.
Acima de qualquer egoísmo, Ame! Ame as pessoas que estão ao seu lado. Ame, por mais que não tenha o coração amado. Amar faz bem à saúde, ao corpo, ao brilho nos olhos e isso te fará muito mais lindo, meu Baú de Ouro.
Tenha amigos que vc possa confiar. Amigos que deixarão vc experimentar qualquer nova bebida, mas que, se vc ultrapassar o seu limite (que, na hora, com certeza, vc nunca vai admitir que tem um), eles te pegarão no colo... e a levarão para o carro. Ah! e não se zangue qdo, no dia seguinte, eles te disserem que vc deve ter dormido abraçado no vaso. Gargalhe! Não perca o melhor da festa.
Ah! mas não se esqueça dakeles seus amigos de farra. Sabe, aqueles que pagarão para que vc conheça um motel, aqueles que te darãoo pinga no gargalo, aqueles que te deixarão dançar até o chão (nessa nova moda do funk, neah?)... enfim... aqueles que te deixarão quebrar a banca!? Eles são Diversão Pura. E isso é essencial em qualquer vida.
Por favor, não leve a vida a sério. O seu fim é inevitável... e ngm sairá vivo dela.
Fale palavrões! Discuta por babagem! Ria Alto em lugares impróprios! Cante a letra erradaa da música! Mostre o dedo, qdo não puder falar palavrão (ou melhor, conjugue os dois atos! - acredite! há muita gente que merece!)! Mude o seu cabelo! Seja radical! Dê sua cara a tapa, e se levar um tapa, não ofereça a outra face, mas sente o ca*** (piiiiiii) na pessoa! Coma o que tiver afim (de qualquer jeito, com ou sem carne, vc comerá "capim pela raiz"). Telefone para quem quiser e quando quiser (etiqueta de horário é coisa de velho). Faça amor na praia, na fazenda, ou numa casinha de sapé.
Princípios - estes são a base de sua personalidade. Não os abandone por ninguém.
Quebre qualquer regra de "educação", se for em nome do que vc acredita. Não tem mal algum vc chegar atrasado ao compromisso, vc se retirar de uma conversa que não lhe agrada, ou mesmo vc pedir para que a pessoa se calee, para não piorar as coisas.
"Meu Tesouro, não se misture com gentalha!"... Talvez, vc não goste de Chaves e Cia... mas, há pessoas que são gentalha mesmo e não valem a "bola quadrada do Kiko".
Faça o que vc tiver vontade. Faça Capoeira, Escreva um livro (que só vc lerá, talvez). Chore por um amor não correspondido. Acredite em sonhos impossíveis. Sonhe! Estude até tarde. Durma um dia inteiro. Emende uma festa com um dia de trabalho. Faça os sininhos tocarem. Acredite em Deus, além de sua inteligência e de sua compreensão. É a fé que te segurará em momentos que vc acreditará estar, indubitavelmente, sozinho.

Minha doce filha,

Talvez, tudo isso sejam apenas baboseiras de um velho que se encontra entubado e que, literalmente, tem sua "vida" por um fio. Ou sendo mais preciso: por um aparelho.
Talvez, se eu tivesse outra oportunidade, eu teria escrito o livro, eu não teria sido o "Dom Casmurro" e teria apostado no meu lado "Chapeleiro Maluco", eu teria deixado a educação em prol da sinceridade, eu teria feito mais amor e amado mais, eu teria escolhido viver ao lado daquela pessoa que todos me diziam não ser o melhor para mim, eu teria lutado capoeira, dançado até o raiar do Sol, mandado alguns palhaços "se lascarem", eu não teria questionado verdades que estão além de qualquer título de Doutorado, eu teria te pedido desculpas por ter te abandonado, quando criança.

Se eu tivesse uma outra vida, eu teria te ensinado tudo isso e não me entristeceria pelo fato de que essa carta é apenas fruto de minha imaginação.


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Estado civil (?)

Quer pergunta mais inconveniente que: "pke vc não namora?". Oras, eu lá vou saber! De certo é tudo por conta de outro estado civil que, ultimamente, tem explicado mtas situações de pessoas que se encontram na mesma "condição" que a minha.
Okay. A legislação traz palavrinhas como  "solteiros", "casados", "divorciados" e "separados judicialmente" (se bem que há projeto de lei em que, essas duas últimas denominações, serão uma só... enfim...). Daí como se não bastasse essa classificação tão simplória (mas que é beeeem do tipo "o-buraco-é-mais-embaixo"), temos aqueles estados civis que rolam na boca da tal "da melhor idade" - é um tal de "táh de xaveco" pra lá, "tah namorando na janela" pra cá e outras expressões (que, sinceramente, não fazem parte do meu tempo). Ah! meu tempoo... o negócio, hoje, é ser "amarradão em alguém", ou "pegar fulano de tal", ou estar "solteiro sim! mas sozinho nunca!"... Masss... e se vc não se encontra em nenhuma dessas expressões tão inexpressivas? Comofaz?
É... até porque... o meu estado civil se encontra mais no não-encontro do meu chinelo velho, ou da tampa da minha panela, ou mesmo, na porta que eu bato, mas que ngm me atende. O meu estado civil é... Avulsa!
Então, vc me pergunta: e como eu posso reconhecer esse estado em alguém? ou pior: e se eu sou avulsa(o) tbm? Beemm... minha queridinha... aí vão algumas dicas:
Se vc acredita que finais felizes de casais que se amarão para sempre é coisa só de novela, filme ou qlker tipo de ficção (e pior: é beem mais fácil vc acreditar em "defeitos especiais" de filme à la Matrix do que nesse "conto do vigário do amor").. Cuidado!

Daí, se em um belo e lindo dia de sol, vc, avulsa, se depara com discussões (impertinentes, diga-se de passagem) nas clássicas reuniões de famílias (nas quais vc encontra de tudo: tio solteiro e garanhão, tia solteirona, casais com 3 filhos separados, casal do tipo "família feliz", etc), e então, eis que, do nada (como num passe mágico do pirlimpimpim), surge a tal pergunta: de quem vc gosta/quem é o cara que faz seus joelhos tremerem, mesmo estando um sol de rachar lá no céu?.(ah! essas perguntas!... e vc dá uma resposta beem assim: "aahh.. huumm.. errr... arghh.." ou... simplesmente, não vem nenhum ser para ser a sua pseudo-paixão naquele mínimo instante.. (eu disse Mínimo instante? não nos enganemos! pois... todo mundo sabe, q essa é apenas a primeira pergunta do interrogatório mais inquisitivo de toda a história, e que seu estado civil impede qlker Ampla Defesa ou Contraditório... poof!). Éee.. queridinhaa... talvez, a Avulsidade tbm já chegou em vc!
E como se não bastassem todas essas perguntas, o Freud mesmo são as respostas "de consolo" que, as avulsas de plantão são obrigadas a ouvir (e pasme! já sabemos de cor e salteado). Sabe, qdo, alguém (que, com certeza, já encontrou o seu "respectivo", tenta jogar na sua cara que vc corre o sério perigo de "ficar pra titia"- mas faz isso de um jeito mais delicado e nobre, para que vc, avulsa, pense que ainda há "uma luz no fim do túnel", porém, no fundo vc sente que a tal pessoa, QUE NÃO É AVULSA, faz isso apenas para que vc fique se contorcendo ainda mais por dentro ?-- hahaha... que maldade!)... Então... são resposta-consolo assim: "ahh.. vc é novinha, ainda tem tempo" -- e vc pensa: "claro.. as solteironas tbm foram novinhas, um dia". Ou senão "Minha linda, para tudo tem sua hora, e a sua ainda vai chegar" -- ao que vc pensa: "pke ela tah me chamando de 'minha linda' se ela não é minha mãe? e pke essa tal horaa táh demorando tanto? será que meu relógio "amoroso" parou e não me avisaram?"... Aaaahh! fala sério! dá uma p*** vontade de mandar a pessoa o quê? Se lascarrrrrr!!!! (eeee... beemm.. confesso que eu já fiz mtoo disso... mentalmente!)
Se vc já entrou (ou senão entrou... é por algum "orgulho" que lhe resta ainda) na comu do Orkut: "odeio casais felizes".. shiiii... queridinha!!! beeemm-vinda ao Clube! hahahaha.
Mas daí, vc pode me contra-argumentar, dizendo que "vc tá sozinha por opção"... Okay! Opção dos meninos, só se for, neh? Fala sério! esse conto do vigário ngm cai mais... e se vc der ESSA resposta para alguém que lhe fizer alguma perguntinha de quinta categoria (supramencionadas).. aahh... a pessoa vai rir por dentro! Então, queridinha, mantenha o seu ego lá em cimaa.. não se rebaixe desse jeito. Combinado? Fale que o seu coração tem espaços para todos! e que, enqto, o seu principe ainda não saiu do coma (que de certo ele se encontra... para estar demorando tanto), vc vai beijando alguns sapos. Ah! use sua criatividade e bom-humor. Fikdik!


Beemm.. se vc está aos prontos.. ao final desse texto, calmaaaaaaa! vc ainda tem todaaa a sua vidaa para curtir a sua avulsidade...kkkkkkkkkk (corror!)...
Mas é sério.!
Curta esse tempo. Pke ser avulsa tem seu lado bom tbm (só não o descobri aindaa... que tal, nos unirmos e entrarmos nessa empreitada?)

E beemm... lembre-se que toda bala avulsa de troco pode encontrar um chinelo de saci (que é mais avulso ainda)... e serem felizes para sempre.!

sábado, 3 de abril de 2010

Individualidade? só a conheci antes de TE conhecer.! :~

"A amizade nasce do momento em que uma pessoa diz para a outra: 'O quê? Você também? Pensei que fosse o único!'"
(Lewis Carrol).

Afinal...

"Naum basta ser infantil, orgulhosa, ter alguns fatos da vida parecidérrimo, ser seguidora da barbie qdo criança, ter um gosto fora dos padrões para tirar fotos, e um gosto apuradíssimo para brincos, ter o sonho de abrir uma livraria, escrever um poema juntas, naum saber fingir que simpatiza, assumir que é uma menina - inclusive nas horas vagas, admitir que é ciumenta - principalmente da amizade dos seus amigos com seus outros amigos, passar por algumas situ que só a gente p passar, etc, etc, etc...
Ainda tem que ser DESLOCADA????????????????
Ah! Fala sério!!!!! Quero minha individualidade de volta!!!! kkkkkkkkkkkkkk"

By Ko.

(Digo o mesmo, dona Ko.) Hãm!

domingo, 28 de março de 2010

Metamorfose crônica. (!)

Akele alguém que fazia meu ‘tum-tum-tum” parar por alguns instantes. Akela tão sonhada carteira de habilitação. Akele tempo para dormir até sair todas as minhas olheiras.. Akele amigo que era, simplesmente, eu mesma no outro. Akele lugar de “estudante-universitária”. Akela música que me fazia sorrir com os olhos. Akele sonho que era o meu “destino de vida”. Akele telefonema que eu ansiava por atender. Akela cartinha de resposta que eu esperei por tantos meses. Akele livro q eu fiz de tudo para não ler. Akele abraço que eu ensaiei para não dar. Akele orgulho que eu deixei de lado para pedir perdão. Akela coreografia tão divertida que seria exclusiva da gnt. Akele cara lindo, tesão e gostoso que ainda ia cair na minha rede... tudo isso mudou...
Em apenas um ano.!
E de tudo isso ficou... a certeza de que paixão é uma boa... mas é o amor que constrói e alicerça uma vida. Uma CNH engavetada. Uma nostalgia do tempo em que dormir era luxo. Uma lágrima de diamante. Uma professora, que é uma "eterna aprendiz". Um monte de músicas que foram feitas pra mim. Um sonho que é meu ‘velho vício’ eterno. Um “dxar tocar” o telefone... afinal, ele foi feito para a MINHA conveniência. Um momento de desespero, pois é nesse estado que vc entra... qdo não se tem mais esperança. Um livro lido e relido e copiado as melhores frases. Um abraço mais espontâneo que minha mente poderia cogitar. Um perdão a mim mesma. Uma coreografia que, talvez, será realidade, sem ensaio algum. Um cara que é apenas mais um Brad Pitt... e que eu ainda vou pegar...hahahaha

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Meu "Ulisses" Chorão

Não sei ao certo de onde vinha e nem o porquê de todo aquele medo que eu tinha de algo que só era um “monstro” na minha mente. Mas desconfio que tudo começou devido a um sonho que eu tive por volta dos meus 6 anos de idade (e que por sinal, eu nunca me esqueci). Nessa ocasião, me recordo de que o tal “monstrinho” corria atrás de mim. Ele era magricelo, de cor amarela e tinha os olhos vermelhos. Eu corria sem parar, até que eu caí em um buraco e... acordei assustada, com o coração a 1000 por hora.

Os anos se passavam e o medo ficava. Eu sempre fugindo e os benditos “monstrinhos” sempre me perseguindo. Era só eu avistar um a uns 10 metros de distância que os meus joelhos já começavam a tremer e, quando me sobrava fôlego, ouviam-se os meus berros.

Em 2005, para minha surpresa (ou desespero), minha prima me deu de presente um desses “monstrinhos”. E agora? Como eu recusaria esse presente dado com tanto carinho? – É... Naquele dia, não foi bem essa idéia que me passou. Na verdade, foi algo do tipo “que cavalo de Tróia!”, ou melhor, “que presente de grego!”. Se bem que, nessa altura do campeonato, o tal “monstrinho” já tinha enfeitiçado todos lá em casa, com os seus olhinhos que pediam atenção. E... minha opinião pouco importava.

Ele não era nada pavoroso como o cachorro amarelo do meu sonho. Ah! Mas não era mesmo! Ele tinha apenas 3 meses de vida, corpinho todo branco e peludo e as orelhas pretas.

Os dias se passavam e a distância entre mim e ele diminuía. Não tinha como ser diferente: por azar ou sorte do destino, quem passava mais tempo com ele era eu.

Claro que dar banho, arrumar a comida pra ele, não deixar faltar água na tigelinha, escovar os seus pêlos eram fichinhas perto daquela tarefa que eu considerava a prova de fogo: os passeios diários.

Certa vez, quando estávamos voltando da pracinha que fica a umas 8 quadras de casa, percebi os latidos dos cachorros da vizinhança, que já eram comuns de serem ouvidos, durante os nossos passeios, por isso nem me preocupei. Os cachorros dos vizinhos latiam em seus quintais, mas havia uma grade entre eles e nós, que barraria qualquer tentativa de ataque. Era nisso que eu estava pensando, quando de repente, senti algo atrás de nós. Num pulo, me virei, e vi um cachorro que tinha quase o dobro do tamanho do Chorão, os dentes afiados e, para piorar tudo, os seus poucos pêlos eram amarelos. Eu paralisei. O Chorão, petulante, começou a rosnar e ir de encontro com seu adversário, puxando fortemente a coleira que eu segurava. Eu não tinha forças para gritar e nem piscar os olhos. Foi então que um latido, intimidador do Chorão, fez o seu adversário se afastar. Pensa no orgulho que eu senti do meu “monstrinho”!

Com o tempo, percebi que assim como o Chorão não tinha medo dos outros cachorros, os “monstros” de 4 patas só existiam em minha mente e que o segredo era se mostrar forte e grande para os cães.


Hoje, aquele “presente de grego” é sim um presente divino. E aquele suposto “cavalo de Tróia” se tornou o Ulisses da odisséia da minha vida. No mais... O Chorão é só alegria!

(Prof. Rute... quais são as qualidades discursivas desse texto? hohoho'...)

Salto Alto



Salto alto no show da minha parente horrível Beyoncè, no escondidinho, no frosen e na hora de se maquiar. Salto alto de 10, 15 e 18 cm. Salto alto para dançar, abraçar, festejar, gritar e amar. Salto alto de todas as cores. Salto alto para brigar, para "falar mal de quase ngm", para brindar. Salto alto para sonharmos mtooo altoo nesse novo ano que se inicia. Salto alto para comemorar [" que rufem os tambores"] toda essa parceria "Da'JuhLiZeth".


(descrição do álbum dos meus últimos minutos de 2009 e os primeiros momentos de 2010)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Entre nos "entres".

Entre a oração e a espera, há o tempo de Deus.
Entre Deus e o improvável, há a fé.

Entre dois pulmões, há o coração.
Entre um coração machucado e um coração amigo, há a ternura.

Entre a impaciência e o seu anjinho do lado direito, há a caridade
Entre a eternidade e a vida, há a morte.

Entre uma briga e um abraço, há o sorriso.
Entre o sorriso e a despedida, há uma lágrima.

Entre o segredo e o alívio, há a confiança.
Entre a confiança e o amor, há a amizade.

Entre a mágoa e o carinho, há o perdão
Entre o perdão e o orgulho, há um tijolinho no céu.

Entre o primeiro beijo e a próxima ficada, há o medo.
Entre o medo e a companhia, há o entrelace de mãos.

Entre o mágico e o público, há o truque.
Entre o truque e a ilusão, há o raciocínio.

Entre a distância e a saudade, há o suspiro.
Entre o suspiro e o desejo, há um tum-tum-tum acelerado.

Entre o sonho e o impossível, há um milagre.
Entre o milagre e a razão, há o inexplicável.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

By Coleridge!


"E se você dormisse?

E se você sonhasse?

E se, em seu sonho, você fosse ao Paraíso e lá colhesse uma flor bela e estranha?

E, se ao despertar, você tivesse a flor entre as mãos?

Ah, e então?"

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Capitão Jack Sparrow! :)

"Se não tivermos a chave não podemos abrir aquilo que não temos com que abrir, então do que adiantaria encontrar aquilo que precisa ser aberto, e que não temos, sem primeiro encontrar a chave que o abra?” (perfeitoOooo!)

"Eu sou desonesto. E pode-se sempre confiar em um desonesto porque você sabe que ele sempre será um desonesto. Honestamente, são os honestos que devem ser vigiados porque nunca se sabe quando eles farão algo incrivelmente... estúpido!" (intaum... neh...)

"Não simpatizo com nenhum de vocês, vermes inúteis,
 e nem tenho paciência pra fingir que simpatizo". (hohoho' minha cara! *-*)

"Sem sobreviventes? Então me diga quem conta as histórias?"

"Eu peguei emprestado. Emprestado, sem permissão. Mas com total intenção de devolver”

"Aprenda rapaz... Que tesouro não é apenas ouro e prata, amigoo...!" (ounn *-*)

"Eu tenho um jarro de terra
Eu tenho um jarro de terra
Adivinha o que tem dentro??"


"Não!!Eu espero deixar você numa praia sem nome nenhum, me vendo zarpar no meu navio, aí então, eu grito um nome para você, savy?!"(adooooro!)

"Eu gosto desses momentos! Adoro acenar pra eles quando passam por mim."

"Será que ninguem veio me buscar porque sentiu saudades ?" (que gut-gut)

"Agora, tragam-me o horizonte" (lindooo...!)

Meu Sapatinho de Cristal

Um episódio histórico que eu sempre achei poético, para não dizer irônico, foi qdo a humilde Carlota Joaquina bateu as solas dos seus sapatos no porto, pois não queria levar uma poeira sequer dessa terra chamada Brasil. Poética pq a ideia, em si, é mtoo condizente com tudo que não queremos levar, por menor que seja, de uma história, de um país, de um lugar... ou mesmo de um ano. E irônica pq, eu duvido que um grãozinho “abelhudo” da areia do porto, não tenha se encravado na unha horrenda delaa (qdo ela retirou os sapatos) ou não tenha se metido entre a borrachinha e o salto. Mas já pensou como seria bacaninha se essa “batida dos sapatos” tivesse todo esse poder mágico.? O que vc gostaria de deixar pra trás? O que não vale a pena? Ou melhor ainda... qual é a poeirinha que vc adoraria que se “metesse no seu salto” para vc carregar por toda a vida? (ou ao menos, por toda a vida daquele sapato?).
Pois intaum... como aki, eu não tenho as 7 ondinhas para pular, resolvi que vou bater as solas do meu sapato na Virada do Ano.
E não levarei para 2010 nenhum stress da tpm, a mágoa da dúvida, dieta para engordar, livros do Cury, lembrança do cheiro de sal, nem o gosto da lasanha de camarão. Espero que fique aki em 2009, todas as mentiras e ilusões contadas, todas as teorias inventadas e todas as desesperanças encontradas. A preguiça para malhar, o mal-humor para cozinhar e o orgulho para perdoar, tbm ficarão no meu porto. Meu vício por Coca-cola, minha incoerência por tv, minhas D.R.’s incompletas, eu tbm direi ‘bye, bye’ (ou ao menos, tentarei).
Em compensação, axu que eu faria o berimbal e o escambal para que mtas coisas se encravassem no meu sapatinho. Por exemplo: risadas intermináveis (daquelas que, só de vc lembrar, vc já chora de rir), amigos que são verdadeiros irmãos, prima que é mtoo parceira, a alegria do Smirnoff Icee, a versatilidade da Tequila, o bjo (q não foi roubado), mas foi inusitado; as festas sertanejas; a segurança na direção do calhambeque; os textos que são constantes em minha mente; o gostinho do bombom de Panettone; as fotos mais “king kong” do mundo; os pitos mais honrados que eu já recebi; todas as músicas que foram feitas para mim; os abraços mais apertados; os livros que eu ainda tenho de ler; as danças mais toscas que a gnt inventa na hora; os gritos mais apavorantes do Kamikase; a sinceridade de encontro com a educação; o emprego que será um presente de Deus, entregue por minha anjinha; e-mails trocados com o suposto autista e q, hoje, é meu amigão; os vestidos que não podem ser de freira; os momentos únicos com minha Cajuzinha; as piadinhas da minha vida amorosa do meu Maninho; as bordoadas retaliadas dos Doninhos; a compreensão incrível da Fran; a proteção inquestionável do Boo; a seriedade infantil da Ko; a psicologia zuada da Perebinha; a maluquice hilária do Vesgo; o silêncio semiótico do meu bailarino de renome; as baladinhas sagradas com a Juhzinha; os filmes à la Piratas do Caribe; os cantos de Domingo de Ramos.
Enfim...
Axu que os meus sapatos ficariam tão cheios de preciosidades... que, na verdade, seria um legítimo Sapatinho de Cristal e que, com certeza, a Cinderela faria de tudo para não perder...
Mas daí já é outraaa estóriaa.